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Economia

Parcelar combustível e supermercado no cartão pode te afundar em dívidas

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Divulgação / Reprodução

Postos de combustível e supermercados têm oferecido aos clientes a possibilidade de parcelar as compras de gasolina e alimentos no cartão de crédito. O que pode parecer interessante é considerado uma armadilha por especialistas. 

A advogada Maria Inês Dolci, especialista em direito do consumidor, afirma que qualquer parcelamento compromete a renda familiar. E isso se torna um problema maior quando a pessoa divide compras recorrentes, como gasolina e itens de mercado.

"Se a pessoa vai ao supermercado e ao posto de gasolina a cada 15 dias, podem ser feitas até duas novas parcelas em um mês. Isso pode levar a um descontrole. Nesse caso, você cria uma dívida em bola de neve rapidamente e vira um superendividado", disse.

 Cuidados extras Maria Inês também declarou que o consumidor, antes de fazer uma compra, deve sempre avaliar se o parcelamento é viável. E por quanto tempo a renda estará comprometida com aquele compromisso.

 "O que deve ser feito é pesquisa de preço dos produtos em vários estabelecimentos. O parcelamento acomoda as pessoas a não buscarem preços melhores. Isso pode destruir a vida financeira do consumidor", afirmou.

 O professor de finanças Ricardo Rocha, da escola de negócios Insper, afirmou que alimentos e combustível são itens de consumo imediato e já comprometem parte significativa dos orçamentos familiares, mesmo quando são pagos à vista.

Divida em bola de neve

"Se esses itens são pagos com cartão de crédito e parcelados, isso já sinaliza que o orçamento familiar está com sérios problemas. É essencial revisitar o orçamento na ponta do lápis para identificar os gastos que podem ser cortados para equilibrar a vida financeira", declarou Rocha.

O professor de finanças também declarou que nos primeiros meses do ano, quando o orçamento familiar é pressionado com o pagamento de impostos como IPVA e IPTU, além de material escolar para filhos, a opção de parcelar o mercado e o combustível pode ser atraente.

Para ele, o ideal é que as famílias façam uma poupança ao longo do ano para pagar essas obrigações anuais e não precisem recorrer a diferentes tipos de parcelamento que vão criar dívidas em bola de neve.



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