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Operação Rouge desarticula organização criminosa e prende 16 pessoas em Rondonópolis

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Divulgação / Reprodução

A Operação Rouge, deflagrada nesta quarta-feira (18) pela Polícia Civil de Rondonópolis para reprimir crimes praticados e desarticular uma facção criminosa atuante na região, encerrou as atividades do dia com cumprimento de 14 prisões preventivas e 15 buscas e apreensões contra alvos investigados pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município. Duas pessoas foram presas em flagrante e apreendidas armas, drogas, um veículo e R$ 5,5 mil em espécie.

Cinco ordens de prisão foram cumpridas em unidades do Sistema Penitenciário em Rondonópolis, sendo três mandados na Penitenciária Major Eldo Sá Corrêa e dois na cadeia feminina.

As investigações da Derf são um desdobramento da Operação Redtus, realizada pela Polícia Civil no final do ano passado, para investigar a organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas e crimes correlatos praticados no município, como associação para o tráfico e tortura, e também coletar provas para robustecer inquéritos instaurados pela delegacia especializada sobre a atuação do grupo. 

De acordo com um dos delegados responsáveis pelas investigações, Santiago Rozendo Sanches, a organização é investigada como responsável por significativa parcela de crimes praticados na cidade. Todo o material apreendido passará por análise da Derf e será encaminhado o que é necessário para perícia pela Politec.

“Essa operação é uma resposta estatal à atuação do crime organizado e é desdobramento do que apuramos durante a Redtus, quando 66 pessoas foram presas preventivamente por integrar a organização criminosa. O grupo criminoso dominou o tráfico em Rondonópolis e atua com a divisão de tarefas determinadas a cada integrante, desde o gerente até os soldados da facção, e trabalha com tabelamento de preço de drogas e imposição de punições àqueles que descumprem as regras determinadas pela organização”, explica o delegado da Derf de Rondonópolis.

As investigações apuraram ainda que o núcleo da organização atua realizando o tabelamento de preços de drogas como maconha e cocaína e o controle de boa parte dos pontos de venda e comercialização de drogas, conhecidos como 'bocas de fumo, biqueiras ou lojinhas'.

Líderes da organização criminosa, responsáveis por fazer o recolhimento dos valores destinados ao grupo também foram identificados como 'gerentes' ou 'disciplinas', cuja função é fiscalizar, repreender e punir outros membros faccionados e moradores da região sob domínio e que violem as regras da facção criminosa, com a aplicação de punições vulgarmente conhecidas como “salves”.

Os mandados da Operação Rouge foram deferidos pela 7ª Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado, de Cuiabá. Para cumprir as ordens foram empregados 50 policiais civis da Derf e de outras unidades como a 2ª Delegacia, Delegacia da Mulher e Delegacia Regional de Rondonópolis.



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