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Polícia

Investigadores protestam em Brasília por mesmas regras dos militares e respeito

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Divulgação / Reprodução

Um grupo formado por 115 investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso organizado pelo sindicato da categoria (Sinpol) esteve em Brasília na tarde desta terça-feira (21), para protestar contra a reforma da previdência (PEC 06/2019) que está tramitando na Câmara dos Deputados.

Na capital federal os servidores se uniram a cerca de 4 mil manifestantes convocados pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e juntos ocuparam a Praça dos Três Poderes no ato "Pelo Direito do Policial se Aposentar".

Com cartazes, bandeiras e até cruzes simbolizando as vidas de colegas mortos em serviço o grupo chamava a atenção para insatisfação da categoria em relação à Proposta de Emenda Constitucional (PEC 06/2019) que desconsidera as particularidades e peculiaridades da atividade de risco desempenhada pelos servidores de segurança pública.

"Queremos que o goverrno garanta aos policiais civis as mesmas condições de aposentadoria dada aos militares das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares através do Projeto de Lei 1645/1: 35 anos de trabalho sem fixação de idade mínima para envio do servidor à reserva remunerada. Com as novas regras, a idade mínima ultrapassará 55 anos de idade para servidores em atividade de alto risco, sem distinção de gênero. Aposentadoria diferenciada para policiais não é privilégio, é direito!", ressaltou Edleuza Mesquita, presidente do Sinpol-MT.

De acordo com a presidente do Sinpol-MT, a PEC 06/2019 também prevê regras para pensão e invalidez iguais pra todos os servidores públicos.

"A atividade policial implica em real risco de morte ou invalidez para o investigador ao longo da carreira. Não levar isto em conta faz com que o policial se sinta desprotegido e trabalhe apreensivo em situações de combate. Perde o policial e a sociedade pela queda da qualidade do serviço de segurança pública", explicou Edleuza.

"Queremos uma aposentadoria justa e isonomia na segurança pública, sem fragmentação. O respeito é necessário e nós vamos lutar até o último momento por nossos direitos", completou a investigadora.

Agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia do Congresso Nacional, agentes prisionais e do sistema socioeducativo de todo país também participaram do protesto.



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