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Jaciara

Casos suspeitos e confirmados explodem com dezenas de profissionais da saúde contaminados em Jaciara

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Divulgação / Reprodução

Subiu para 32 o número de cidades em Mato Grosso classificadas como “risco muito alto” de contágio de Covid-19. Para as cidades nessas condições, o Governo sugere a adoção do lockdown – medida mais restritiva de isolamento social – como forma de tentar conter uma disseminação ainda maior do vírus, que está acometendo a população e os profissionais da saúde.

Em Jaciara, que está entre os municípios classificados como “risco muito alto”, o novo Coronavírus está contaminando além da população, dezenas de profissionais da Saúde que atuam na linha de frente, inclusive tem um técnico em enfermagem que trabalha no Hospital Municipal de Jaciara (HMJ), o qual está internado em leito clínico em estado grave com oxigênio.

Segundo informações levantadas pelo DIAADIADOVALE, três Unidades Básicas de Saúde de Jaciara amanheceram nesta sexta-feira (10) com as portas fechadas por falta de profissionais, para substituir os que tiveram que se afastarem das atividades devido a contaminação. Para se ter uma idéia, no PSF 7 de 14 colaboradores que fizeram o teste 13 o resultado foi positivo.

De acordo com o Boletim Epidemiológico, desta quinta-feira (09), o município tem 241 casos confirmados de Covid-19, sendo que deste total , 178 já estão recuperados. Internados têm sete pacientes em leitos clínicos e um em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outras 514 pessoas estão em isolamento domiciliar.

No Centro de Enfretamento à Covid-19, que está em pleno funcionamento há duas semanas na Creche Tia Vidi, apenas nesta quinta-feira (09), mais de 200 pessoas com suspeita de contaminação pelo vírus passaram pela unidade, onde é feita a triagem, consulta, exames, testagem e a distribuição do "Kit Covid-19" para os pacientes no inicio dos sintomas.  

Risco Muito Alto

 Os municípios que se enquadram nessa classificação considerada alarmante são: Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis  Sorriso, Lucas do Rio Verde, Cáceres, Primavera do Leste, Tangará da Serra, Pontes e Lacerda, Sinop, Peixoto de Azevedo, Barra do Garças, Querência, Nova Mutum, Guarantã do Norte, Sapezal, Colíder, Tapurah, Campo Novo do Parecis, Vila Bela da Santíssima Trindade, Mirassol D’Oeste, Chapada dos Guimarães, Canarana, Porto Esperidião, Jaciara, General Carneiro, Vila Rica, Poconé, Matupá, Pedra Preta, Rosário Oeste e Alto Garças.

O sistema de classificação foi instituído pelo Governo como forma de auxiliar os municípios na adoção de medidas e é feito com base nos dados de crescimento da contaminação em cada uma das cidades.

Também são levados em consideração a taxa de ocupação dos leitos clínicos e de UTIs para a doença na rede pública e também o número de casos ativos.

Quanto mais elevado o risco de contaminação, mais restritiva a medida sugerida pelo Executivo.

Colapso em UTIs

O boletim divulgado na noite de ontem também revela que Mato Grosso atingiu o maior nível de ocupação em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) na rede pública, desde o início da pandemia.

O Estado tem 98,4% dos leitos ocupados, restando apenas 6 vagas para todos os 141 municípios mato-grossenses.

Dos 119 leitos pactuados para pacientes Covid-19 pelo Estado, 117 estão ocupados. Restam apenas duas vagas na Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá.

Já na gestão municipal, foram pactuados ao todo 127 leitos parta atender pacientes com o novo vírus (há um erro na soma apontada no último boletim). Deste total, 123 estão ocupados.

Sobram duas UTIs no Hospital Municipal de Juína, um leito no Hospital São Benedito, na Capital e uma UTI no Júlio Muller, também em Cuiabá.



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