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Mato Grosso

Com 11 mil curtidas, publicitário joga no Face fotos de crateras no asfalto

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Divulgação / Reprodução

No dia em que o forte temporal atingiu toda Cuiabá, em 3 de abril, o publicitário Wagner Rosati Carvalho, de 38 anos, alertava seus internautas de alagamentos nas avenidas da cidade por meio da sua página Buracos MT no Facebook. No vídeo recebido por um desconhecido, ele repercute a cheia das chuvas deixavam as pessoas ilhadas, na Prainha, Centro da Capital. “Procurem um lugar seguro”, escreveu à época.

Com quase 11 mil curtidas, a página Buracos MT tem se destacado pelas denúncias de crateras nas vias públicas das cidades de Mato Grosso, além de expor casos de infraestrutura precária. Internautas de todo o Estado enviam seus flagrantes para serem expostos na rede social.  Wagner acredita que a página pode ser uma ferramenta de luta para uma sociedade melhor.

A história da página começa em novembro de 2011. Sua primeira publicação foi à foto publicada de uma cratera recebida por uma internauta. O publicitário disse que não se lembra de qual era a rua da imagem. Mas, em menos de 10 dias, a cratera foi fechada com terra após a publicação, conforme mostra a postagem abaixo.

"Lembra do nosso primeiro Buraco postado na estréia da pagina? Coincidentemente ou não a pagina Buracos MT, ele foi fechado", registra a publicação.

Segundo Wagner, as postagens possuem um impacto e chega, inclusive, nas autoridades. Muitas vezes, a própria Prefeitura de Cuiabá responde a página. Mas, recentemente, ele descobriu que o Executivo municipal bloqueou a marcação nas publicações feitas por Wagner. "Às vezes, a Prefeitura não gosta de receber as verdades que publicamos", constata.

A Buracos MT começou somente com a proposta de expor buracos das ruas de Cuiabá e Várzea Grande. "Mas como tempo as pessoas foram também denunciados problemas de infraestrutura e também infrações no trânsito", conta. A página expõe principalmente os motoristas que estacionam em local proibido.

A página é uma mídia independente de ação social desenvolvida pelo publicitário. Ele não tem retorno financeiro nenhum com a atividade. Com nove anos, Wagner expandiu a rede do Facebook e o canal já possui participação no Instagram, Twitter, site e conta inclusive até com um aplicativo próprio. Atualmente, existem alguns colaboradores que ajudam publicar o conteúdo: "são pessoas que se identificam com o projeto e voluntariamente ajudam".



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