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Meio Ambiente

Prejuízo com queimadas em Chapada dos Guimarães já contabiliza R$ 23 milhões

 | Fogo no Parque da Chapada dos Guimarães — Foto: Ciopaer-MT/ Divulgação
Fogo no Parque da Chapada dos Guimarães — Foto: Ciopaer-MT/ Divulgação

A Prefeitura de Chapada dos Guimarães (64 quilômetros de Cuiabá ) decretou situação de emergência, na última quinta-feira (12), por conta da seca e dos estragos provocados pelas queimadas que assolam a região. A estimativa é que dez mil pessoas tenham sido afetadas. O prejuízo com despesas não previstas por conta do fato supera os R$ 23 milhões.

Chapada está com suas áreas afetadas pela seca e incêndios nos parques, áreas de proteção ambiental e áreas de proteção permanente nacionais, estaduais e municipais.
 
Devido a quantidade de focos de incêndios constatados na zona rural e zona de expansão urbana do Município, segundo levantamento realizado pela Defesa Civil, ICMBio, e servidores públicos municipais e sindicato rural, a intensificação e aumento considerável dos incêndios, houve significativo impacto aos grandes e pequenos produtores rurais, com a perda da lavoura, danificação do solo, morte de semoventes, causando danos às propriedades.
 
Ainda conforme a prefeitura, os incêndios provocaram uma grande concentração de monóxido de carbono na atmosfera, prejudicando a saúde da população, elevando significativamente o número atendimento médico e dispensação de medicamentos nos postos de atendimentos da cidade.
 
“Foram despendidos todos os esforços e ações até a presente data pela Administração Municipal, no sentido de corrigir a situação, e mesmo assim os problemas e as dificuldades persistiram, exaurindo toda a capacidade operativa e financeira do Município”, diz trecho da nota encaminhada pela prefeitura.
 
Os danos causados pelos incêndios florestais afetaram cerca de dez mil pessoas, tendo ainda obrigado o município a contrair despesas não previstas em seu orçamento, causando prejuízos econômicos estimados em mais de R$ 23 milhões.
 
“Situações de anormalidade nas diversas áreas do município continuam a exigir do Poder Público a adoção de medidas urgentes para restabelecer a normalidade, sob pena de causar ainda maiores prejuízos à população, problema este que ainda não há previsão de chuva para os próximos dias”, relata a prefeitura em outro trecho da nota.
 
Com o decreto, está autorizada a mobilização de todos os órgãos municipais para atuarem sob a coordenação Municipal de Proteção e Defesa Civil, nas ações de resposta ao desastre e reabilitação do cenário e reconstrução.
 
O município explica que vem tomando medidas emergenciais para combater e mitigar as consequências dos incêndios causados até agora.

Última ocorrência

Os incêndios no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães (64 quilômetros de Cuiabá) já devastaram mais de cinco mil hectares, o equivalente a sete mil campos de futebol. Por conta do fogo, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informou que todos os atrativos foram fechados, por questões de segurança.

O combate está concentrado no vale do Véu da Noiva e no vale do Coxipó, com equipes de monitoramento mantidas em regiões onde o fogo já foi debelado para evitar nova ignição, como nas regiões próximas à sede do Parque; Morro da Macumba e serra do Portão do Inferno.
 
Os atrativos seguem fechados para visitação como medida de segurança. Ainda não há atualizações sobre o total de área atingida, mas o fogo já atingiu mais de cinco mil hectares.
 
Neste momento, o parque dispõe de trinta brigadistas contratados e recebe o apoio de 35 brigadistas do Ibama, dez do Parque Nacional da Chapada Diamantina, um especialista da Coordenação de Prevenção e Combate a Incêndios (COIN); um especialista em fogo do Parque Nacional da Chapada Diamantina e um especialista da Coordenação Regional 10 (Goiânia).

Decreto de emergência
 
O governador Mauro Mendes decretou situação de emergência em Mato Grosso por conta dos incêndios florestais que atingem o Estado. A motivação para decretar a situação é pelo aumento no número de queimadas e pelas condições climáticas propiciarem a propagação do fogo.
 
O decreto tem duração de 60 dias. Segundo o Executivo, com a medida, o governo está autorizado a adotar ações necessárias à prevenção e combate aos incêndios e à manutenção dos serviços públicos nas áreas atingidas pelas queimadas.
 
Além disso, outro fator que agrava ainda mais essa situação é que o Estado passa por um período de estiagem de 4 meses, em diversas regiões, como é o caso do Vale do Rio Cuiabá.
 
Somado a isso, há o registro de baixa umidade relativa do ar no período, variando entre 7% e 20%, situação que é considerada crítica e que aumenta o risco de incêndios florestais, danos a saúde, sobretudo de jovens e idosos.



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