Temperatura do dia: Em - MT
ºC |
PUBLICIDADE

Política

Senador eleito em MT afirma que defenderá ferrovias e melhorias em universidades

Carlos Fávaro, do PSD, teve 25,98% dos votos válidos e vai continuar ocupando vaga no Senado.

 |
Divulgação / Reprodução

Eleito senador por Mato Grosso neste domingo (15), Carlos Fávaro (PSD), disse que nos próximos quatro anos no cargo irá defender a implantação de ferrovias para escoar a produção de grãos do estado, investir nas universidades públicas do estado e valorizar os servidores públicos.

Fávaro, que nas eleições de 2018 tinha ficado em terceiro lugar na disputa pela vaga, já estava no cargo após obter decisão judicial favorável até a realização da eleição suplemente, que aconteceu junto com as eleições municipais.

Carlos Fávaro pretende fazer com que Mato Grosso se torne um grande "entroncamento rodoferroviário". Segundo ele, neste ano, o governo federal deve assinar a autorização para a construção da Ferrovia Integração do Centro-Oeste (Fico), de Goiás até o município de Água Boa.

O senador disse que é preciso ampliar a malha ferroviária e fazer a extensão da Ferronorte de Rondonópolis até Cuiabá e depois até Lucas do Rio Verde.

“Já fiz o pedido para o presidente (do Senado) Davi Alcolumbre para que seja votado um projeto de lei que autorize o ministro da infraestrutura a dar seguimento nesta concessão sem que precise fazer novas licitações, já que a iniciativa privada está com recurso para fazer a extensão dessa malha ferroviária e beneficiar a capital para depois seguir até o médio norte mato-grossense”, afirma.

Além da Fico, o senador citou um projeto para o licenciamento da Ferrogrão, entre o Porto de Miritituba, no Pará, passando por Guarantã do Norte, Matupá, Peixoto de Azevedo, até Sinop. Segundo ele, essas obras vão gerar infraestrutura, oportunidade de emprego e competitividade.

Outras prioridades, durante o mandato, segundo ele, são a implantação de novos polos de ensino, investimento nas universidades públicas e garantia dos direitos dos servidores públicos.

“Irei trabalhar por universidades públicas gratuitas para a população, qualificação da população mato-grossense e garantir o direito dos nossos servidores públicos”, afirma.

Após ser questionado sobre a redução da maioridade penal, o senador se diz ser favorável ao projeto ao alegar que "aos 16 anos o cidadão já é capaz de escolher seus representantes e por isso é apto a responder pelos seus crimes."

Além disso, vai apoiar o governador Mauro Mendes (DEM) na compra de vacinas contra a Covid-19, que ainda estão fase de testes, para a população mato-grossense.

“O governador tem o meu apoio e acredito que vai ter o apoio também da nossa bancada federal e estadual para que ele possa cuidar do povo de MT, buscando comprar essa primeira vacina que seja aprovada e testada, com garantia é claro, ninguém vai ser irresponsável de trazer algo que não seja seguro para a nossa população”, afirma.

Carlos Fávaro venceu a eleição suplementar realizada neste domingo, com 25,98% dos votos válidos contra 20,44% da Coronel Fernanda e 10,98% de Nilson Leitão (PSDB).

Fávaro tem 50 anos e é empresário do agronegócio. Atualmente, ocupa a vaga no Senado que foi aberta em abril deste ano após a cassação da juíza Selma Arruda.

O novo senador ingressou na política em 2005. Foi vice-governador do estado entre os anos de 2014 e 2018, durante a gestão de Pedro Taques.

Mato Grosso tem 2,3 milhões de eleitores aptos. Desses, 370.472 votaram em Fávaro.

Foram 9.881 votos brancos (3,35%) e 16.169 nulos (5,48%). Houve ainda 83.236 abstenções (22,01%).

Cassação e nova eleição

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o mandato de Selma Arruda em dezembro do ano passado por abuso de poder econômico e caixa 2 nas eleições de 2018. Com a decisão, ela ficou inelegível até 2026.

Uma nova eleição foi marcada para 26 de abril por determinação da Justiça Eleitoral. No entanto, o TSE decidiu adiar a eleição por causa da pandemia do novo coronavírus e agendou a votação para a mesma data das eleições municipais.

Para a Justiça, as duas eleições na mesma data causaria uma “drástica redução de gastos, em razão do aproveitamento de toda a estrutura de pessoal e a logística do pleito ordinário”.

Como segundo colocado nas eleições de 2018, Carlos Fávaro entrou com um pedido na Justiça para ocupar a cadeira até a nova eleição, e obteve decisão favorável.



deixe sua opinião






  • Máximo 700 caracteres (0) 700 restantes

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem.

    Clicando em enviar, você aceita que meu nome seja creditado em possíveis erratas.



mais lidas de Política (últimos 30 dias)

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
TOPO

Contato

Redação

Facebook Oficial