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Política

Dois delegados vão investigar arapongagem na presidência da Assembleia Legislativa

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Divulgação / Reprodução

Os delegados Juliano Silva de Carvalho, diretor da Inteligência, e Eduardo Botelho, da Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), serão os responsáveis pela investigação que apura suposto esquema de arapongagem na Assembleia Legislativa (AL).  

 Ambos foram designados pelo chefe da Polícia Civil de Mato Grosso, delegado Mário Dermeval, após registro de boletim de ocorrência em que relata possível instalação de câmeras e escuta ambiente na presidência do Legislativo e no Colégio de Líderes.  

"Já solicitei que a Diretoria de Inteligência e a Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia assuma o caso para apurar o que realmente aconteceu", disse Dermeval.  

 O caso veio à tona na sexta-feira (17), quando a Assembleia comunicou que havia encontrado câmeras e escutas ambiente dentro da presidência da Assembleia.  A descoberta ocorreu na tarde de quinta-feira (16) por um funcionário da Casa Legislativa.

Após a descoberta, a coordenadoria militar Legislativa foi acionada para averiguar a situação. Logo, localizaram os equipamentos aparentemente amadores.  

O coordenador militar, coronel Henrique Santos, informou que após a descoberta foi registrado um boletim de ocorrência no última sábado.  

 "Agora estamos aguardando a equipe da Polícia Civil vir no local e recolher todos os equipamentos encontrados para análise. Preferimos que seja investigado por lá para dar mais transparência e autonomia ao trabalho", explicou.  

O delegado Dermeval chamou a atenção para a demora na comunicação do caso. “Pelo que vimos pela imprensa, as escutas foram descobertas na quinta-feira (16) e vieram à tona na sexta (17). E até agora esse material não foi entregue às autoridades competentes. Essa demora pode comprometer as provas”, analisou.  

Tensão  

Logo após o caso vir a público, o presidente da Assembleia, Eduardo Botelho (DEM), convocou a Mesa Diretora para tratar do assunto. No primeiro momento, a desconfiança era se o sistema de escuta encontrado não fazia parte de uma investigação policial com autorização da justiça.  

Porém, logo descartaram por conta da aparência de 'amadorismo' nos materiais.  No entanto, a desconfiança de que a implantação do esquema de arapongagem ter partido do próprio Legislativo esquentou a reunião.  

Isso porque apenas os funcionários da presidência da Assembleia tem acesso as salas em que foram encontrados as câmeras e escutas. Nos bastidores, a informação é que o caso teria a ver com a eleição da Mesa Diretora que será no início de julho.  

 



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