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Política

Ex-secretário queria se ‘desmamar politicamente’ e fazer caixa para disputar prefeitura

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Divulgação / Reprodução

Delator e réu por corrução em ação penal derivada da Operação Rêmora, o ex-secretário estadual de Educação, Permínio Pinto, prestou depoimento nesta segunda-feira (17), no processo que tramita na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, sob a juíza Ana Cristina da Silva Mendes. Ele reafirmou  a existência do esquema de corrupção na Pasta na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB).

Disse ainda que aceitou participar do esquema de propina porque precisava de autonomia financeira para viabilizar seu projeto político de disputar a Prefeitura de Cuiabá nas eleições de 2016. A Operação Rêmora teve a primeira fase deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) em 3 de maio daquele ano.

Permínio, que num primeiro momento negou participação, foi preso poucos dias depois, em 20 de julho de 2016, na 2ª fase da Rêmora batizada de “Locus Delicti” (lugar onde foi praticado o crime). Depois de um certo tempo, confessou participação no esquema e assinou acordo de delação premiada junto ao Ministério Público Federal (MPF). A delação foi homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e continua sob sigilo.

No depoimento o ex-secretário relatou que tinha um salário de R$ 13 mil e passou a receber R$ 30 mil por mês sendo beneficiado com R$ 170 mil do esquema de propina. Ele isentou o ex-deputado federal Nilson Leitão, também do PSDB, que foi citado por outros envolvidos no esquema, como um dos beneficiários. Classificou como “equívoco e fantasia” dizer que Leitão participou do esquema de corrupção investigado na Operação Rêmora. Também disse desconhecer qualquer participação do ex-deputado estadual Guilherme Maluf, hoje conselheiro do TCE-MT.

“Eu representava a mim mesmo, eu tinha a necessidade de me desmamar politicamente de qualquer outra liderança. Trabalhei para ser o candidato à prefeito de Cuiabá”, revelou ele ao mencionar a participação de empresários, dentre eles Alan Malouf que também é réu confesso e delator na Operação Rêmora. Permínio disse que foi convidado por Maluf para fazer parte do esquema. Confirmou também a participação do empresário  Giovani Belatto Guizardi, dono da Dínamo Construtora que era operador do esquema e responsável por repassar a ele parte do pagamento da propina arrecadada. Giovanni também é delator confirmou o esquema em ocasiões anteriores.

Permínio Pinto foi demitido da Seduc após o escândalo de favorecimento a um grupo de empreiteiros em 23 licitações para reformas e construções de escolas orçadas inicialmente em R$ 56 milhões. Os empresários participantes do cartel tinham que pagar propina entre 3% e 5% para conseguir vencer as licitações fraudadas. Dessa forma, seu projeto político foi por água abaixo.



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