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“Quem sustenta MT são os trabalhadores e não o Agronegócio”, diz deputado

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Divulgação / Reprodução

O deputado estadual Ludio Cabral (PT) usou a tribuna da Assembleia Legislativa (ALMT) para desmitificar de onde vem à arrecadação do Estado. Conforme o parlamentar, quem contribui para arrecadação de Mato Grosso são os trabalhadores e não o agronegócio.

“O servidor público estadual só de imposto de renda retido na fonte contribui com R$1. 250.000,00 (um bilhão, duzentos e cinquenta milhões) para a arrecadação do estado. Já a soja faturou em 2018 R$ 48 bilhões, e pagou apenas R$ 300 milhões de ICMS. O servidor público só com o imposto de renda retido na fonte paga quatro vezes mais imposto que toda produção de soja de Mato Grosso”, afirmou.

“Quem que sustenta o estado? A arrecadação do FETHAB do algodão esse ano foi de R$40 milhões de reais. Tadinho do setor do algodão faturou em 2018 R$ 13 bilhões de reais, e pagou de ICMS R$ 100 milhões, vai pagar de FETHAB R$40 milhões”, acrescentou.

Para o parlamentar, esse tipo de injustiça precisa ser corrigido no Estado, pois os “barões” do Agro continuam sendo beneficiados com incentivos fiscais enquanto o trabalhador é quem realmente sustenta Mato Grosso.

“Isso precisa ser corrigido no nosso estado, são essas injustiças que precisam ser corrigidas. Há uma desconexão entre a economia do Estado e a arrecadação. O PIB é uma coisa e a arrecadação é outra. Se a arrecadação do Estado fosse conectada a economia nós teríamos R$2 bilhões a mais de arrecadação de ICMS este ano”, ressaltou.

Ainda conforme o deputado, essa é uma situação difícil de mudar, pois Mato Grosso tem sido governado por um grupo que defende os interesses dos que já são muito ricos, e infelizmente, ainda continua sendo governado por eles. 

Ludio ainda lembrou que empresas como a AMAGGI, que é de propriedade do ex-governador Blairo Maggi (PR), não paga o FETHAB e como muitas outras é beneficiada com a isenção de impostos.

“A AMAGI paga a FETHAB? A AMAGGI não paga o FETHAB aqui em Mato Grosso. Então assim, quem sustenta o estado de Mato Grosso é o trabalhador, é o servidor estadual e não o agronegócio”, finalizou.



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