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Política

Vestidos de preto, estudantes do IFMT protestam contra corte de recursos

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Divulgação / Reprodução

Estudantes e servidores do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) protestaram, nesta segunda (6), contra o bloqueio de R$ 31,8 milhões do orçamento da entidade de ensino. A medida, conforme alunos e pessoas que trabalham na unidade, é extremamente prejudicial à educação. O bloqueio de recursos faz parte de medida determinada pelo ministério da Educação, que anunciou o congelamento de R$ 5,8 bilhão dos recursos destinados aos institutos e universidades federais. A determinação teve aval do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que a classificou como necessária no atual contexto do país.

De acordo com representantes do IFMT, o corte irá impactar em todos os 11 campi do Estado e quatro núcleos avançados. Desde o anúncio do MEC, na última quinta (3), estudantes e professores passaram a organizar atos contra a medida de Bolsonaro. Pelas redes sociais, convocaram protestos nas próprias unidades de ensino e pediram para que todos fossem vestidos de preto, como se fosse uma espécie de luto pela redução dos recursos.

Nesta segunda, foram registrados protestos em diversos campi do instituto em Mato Grosso: Coronel Octayde Jorge da Silva, na região central de Cuiabá; em Alta Floresta, em Barra do Garças, na Serra de São Vicente e em Diamantino.

Os estudantes e professores se reuniram e bradaram: “tira a mão do meu IF”. Nos movimentos, eles afirmaram que não irão parar de lutar. Eles planejam realizar novos protestos. As manifestações são apoiadas pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

No próximo dia 15, está agendada uma nova manifestação. Na data, estudantes e professores planejam suspender as atividades nas unidades do IF para protestar.

IFMT lamenta cortes

Em nota, divulgada na última sexta (3), o reitor William Silva de Paula destacou que o bloqueio "poderá implicar em um rigoroso replanejamento das ações previstas para serem desenvolvidas pela instituição em 2019".

"Este novo cenário, poderá inviabilizar as ações planejadas impactando diretamente no resultado esperado desta IFs junto à comunidade mato-grossense, impondo inclusive cortes radicais em contratos visando a manutenção e qualidade de ensino ofertados pelos campi", informa.

|O diretor de planejamento e orçamento, Vandervanio Osni Pacheco, disse que a área principal do corte é na manutenção da instituição, como energia, limpeza, vigilância, entre outros.

Ele explica que dois repasses já foram feitos, totalizando 40% do orçamento destinado para este ano. Mas, com os 30% bloqueados, só tem igualmente outros 30% do orçamento disponível para serem liberados pelo Governo Federal.

O repasse dos 30% ainda disponíveis ao IFMT só deve durar até agosto ou setembro, estima Vandervanio. “Se não for revertido, vai prejudicar o funcionamento do IFMT. Para fechar o ano precisamos do recurso”.

Nesses meses, representantes da unidade de ensino estimam que a instituição vai ter que rescindir contratos e ficar sem alguns serviços – o que pode impactar a qualidade de ensino de alunos.



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